quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Setor automotivo puxa para baixo a indústria em 4 estados, diz IBGE

Produção industrial recuou em 9 de 14 locais em 2012.
Somente MG teve bom desempenho na indústria automobilística no ano.

Lilian Quaino Do G1, no Rio de Janeiro
Dos seis estados que registraram os maiores recuos na produção industrial em 2012, quatro sofreram com mais intensidade a perda de produção da indústria automotiva, na fabricação de automóveis, caminhões ou autopeças. Esse segmento foi o principal responsável pela queda de produção em estados de peso como São Paulo (queda de 3,9% em relação a 2011), Rio de Janeiro (-5,6%), Paraná (-4,8%) e Rio Grande do Sul (-4,6%), explicou nesta quarta-feira (6) André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta quarta, em 2012 a produção fabril caiu em nove de 14 estados pesquisados.

Segundo Macedo, apesar de ter mostrado recuperação no segundo semestre de 2012, impulsionada pela demanda motivada pela isenção do IPI, as taxas positivas não chegaram a compensar os baixos índices de desempenho do segmento registrados no início do ano.

“O início de ano foi intensamente negativo para a indústria de automóveis e caminhões devido a paralisações nas fábricas. Já o segmento que envolve autopeças reclama muito da presença de produtos importantes, provocando um comportamento negativo. A indústria de automóveis começou a melhorar a partir de maio, mas nos segmento de caminhões, a melhora só é percebida nos últimos meses do ano. Essa melhora mais recente não reverte as quedas observadas meses anteriores, fazendo com que o saldo de 2012 seja negativo”, disse o gerente do IBGE.

Somente Minas Gerais registrou bom desempenho da indústria automobilística, que deu ao estado uma taxa de crescimento positiva: 1,4%. Para Macedo, a explicação pode ser a maior demanda dos consumidores pelas marcas produzidas no estado.

O comprometimento da renda das famílias e o alto nível de inadimplência prejudicaram a indústria do Amazonas, com queda significativa na produção de motocicletas, aparelhos de ar-condicionado, fornos de microondas e celulares. O estado registrou um recuo de 7% na atividade fabril em 2012.

No Espírito Santo, que teve queda de 6,3% na produção industrial, na comparação com 2011, o recuo principal foi no setor de metalurgia básica, segundo Macedo, acompanhando a desaceleração da construção civil e da indústria automotiva.

Goiás já há cerca de quatro anos mostra taxas positivas na atividade fabril, explica Macedo, principalmente pela forte indústria farmacêutica, puxada pelos genéricos, e pelo setor agrícola, seja na produção de soja ou de adubos e fertilizantes. 

A Bahia avançou 4,2% em sua produção industrial em relação a 2011, na área de produtos químicos e refino de petróleo, mas segundo Macedo a base de comparação é baixa uma vez que em fevereiro de 2011 houve um apagão que impactou negativamente a indústria baiana.


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